terça-feira, 20 de abril de 2010

22/04 lembrando a Carta terra, antes que ela se perca...


Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e com as futuras gerações.

Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, esgotamento dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos eqüitativamente e a diferença entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e são causas de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.



A escolha é nossa, formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais em nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que, quando as necessidades básicas forem supridas, o desenvolvimento humano será primariamente voltado a ser mais e não a ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia necessários para abastecer a todos e reduzir nossos impactos no meio ambiente.

A vida muitas vezes envolve tensões entre valores importantes. Isto pode significar escolhas difíceis. Entretanto, necessitamos encontrar caminhos para harmonizar a diversidade com a unidade, o exercício da liberdade com o bem comum, objetivos de curto prazo com metas de longo prazo. Todo indivíduo, família, organização e comunidade tem um papel vital a desempenhar. As artes, as ciências, as religiões, as instituições educativas, os meios de comunicação, as empresas, as organizações não-governamentais e os governos são todos chamados a oferecer uma liderança criativa. A parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma governabilidade efetiva.

A Carta da Terra é uma declaração dos povos sobre a interdependência global e a responsabilidade universal, que estabelece os princípios fundamentais para a construção de um mundo justo, sustentável e pacífico. Ela procura identificar os desafios e escolhas críticas para a humanidade enfrentar o século XXI. Seus princípios estão concebidos para servir “como padrão comum, através dos quais a conduta de todos os indivíduos, organizações, empresas, governos e instituições transnacionais será dirigida e avaliada”



Política da ganância

Em1992, a Cúpula da Terra no Rio de Janeiro indica como meta, entre outras, criar uma Carta da Terra aceita internacionalmente. Entretanto os Governos não chegam a um acordo e adotam a Declaração do Rio de Janeiro sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável em lugar da Carta.

Dezembro de 2009, em Copenhagen, Capital da Dinamarca, o encontro é considerado o mais importante da história recente dos acordos multilaterais ambientais pois tem por objetivo estabelecer o tratado que substituirá o Protocolo de Quioto, vigente de 2008 a 2012.

Porém, restando dois dias para o final da Conferência do Clima da ONU 2009, em Copenhague, os chefes de estado e líderes das negociações dão mostras de descrença na possibilidade de acordo. A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou em Berlim, que as notícias procedentes de Copenhague não são boas. As divergências entre países ricos e pobres a respeito das maneiras de lutar contra o aquecimento global provocaram até agora uma paralisação das negociações.




Quando eu cerrar os céus, e não houver chuva, ou ordenar aos gafanhotos que consumam a terra, ou enviar a peste entre o meu povo, se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.”


http://www.cartadaterrabrasil.org/prt/index.html

Utilidade Pública





A Secretaria de Serviços colocou no ar, nesta sexta-feira, 16 de abril, o site (www3.prefeitura.sp.gov.br/limpeza_urbana) com informações de dias e horários dos serviços de coletas domiciliar e seletiva, e ainda a freqüência da varrição nas vias públicas. Na home da Prefeitura a página poderá ser acessada através do banner “Zeladoria da Cidade – Limpeza de Ruas”.


Na página, as pessoas deverão colocar o nome ou CEP da rua e o resultado de cada serviço solicitado aparecerá logo abaixo. Para melhor visualização do local, aparecerá um mapa indicando o endereço informado. A população terá condições de saber quando o caminhão de coleta passa em sua rua para fazer a retirada do lixo domiciliar e do material reciclável, e também saber em quais dias da semana e com que freqüência a rua onde mora é varrida.



No site, haverá informações de como a pessoa pode solicitar os serviços de limpeza, denunciar irregularidades e fazer sugestões. Todos os telefones de atendimento ao cliente das concessionárias estão disponíveis, como também o número do Disque Limpeza (0800 7270211) para solicitar serviços de varrição e remoção de entulho em via pública. Sobre dúvidas, reclamações e sugestões, o munícipe deverá ligar para a Central de Atendimento 156.




— LIMPEZA PÚBLICA —



Mais de 11,5 mil pessoas estão envolvidas nos serviços de limpeza na cidade de São Paulo, que gera cerca de 17 mil toneladas de resíduos diariamente - sendo 10 mil toneladas de lixo domiciliar, 260 toneladas de resíduo de varrição e mais de 3.000 toneladas de entulho retirado das vias públicas.


Cinco empresas são contratadas para fazer a varrição das ruas, remoção de entulho e lavagem de calçadões, escadarias e monumentos. Cerca de 6.900 quilômetros de ruas são varridos diariamente. Duas concessionárias atendam a Cidade para os serviços de coleta de lixo. Mais de 11 milhões de habitantes são beneficiados pelo serviço. São utilizados nas operações de coleta 492 veículos.

Indagado no começo do ano, se a Prefeitura vai ampliar a varrição, para minimizar o efeito das enchentes, o prefeito Gilberto Kassab destacou que considera "um absurdo que São Paulo gaste com limpeza urbana um terço (R$ 1,2 bilhão) do que gasta com saúde".



http://www3.prefeitura.sp.gov.br/limpeza_urbana/FormsPublic/LimpezaRua.aspx

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Qualidade de Vida, ESTRESSE / DISTIMIA / DEPRESSÃO







Alimentação equilibrada é base de sustentação para uma vida saudável, a serotonina como um dos neurotransmissores mais importantes do cérebro é responsável pelo humor. Pessoas estressadas, distímicas e deprimidas devem evitar determinados alimentos por seu consumo afetar a serotonina, deixando as pessoas de mau humor, deprimidas e ansiosas.

Comer adequadamente, evitando excessos proteicos de gorduras e de açúcares. Ter dieta equilibrada, em que as fibras e os hidratos de carbono não refinados assumam a importância devida.

Assim, para se manter a qualidade de vida é imprescindível hábitos alimentares saudáveis para evita várias doenças, como diabetes, hipertensão, dislipidemias, doenças do aparelho digestivo, entre vários outros distúrbios. A seguir o que deve ser evitado e também o que deve ser consumido, por contribuir para aumentar o nível da serotonina, o nível de energia e a alegria de viver, propiciando sensível melhora, e em muitos casos a cura definitiva, esses alimentos agem no organismo mais ou menos da mesma forma que os antidepressivos.

Deve-se consumir alimentos, vitaminas e sais minerais que contenham:


Ácido Fólico: Encontrado no levedo de cerveja, laranja, maça, aspargo, couve de bruchelas, feijão branco e soja, são potentes vitaminas naturais por possuírem o ácido fólico.

Vitamina B6: Sementes de gergelim, cereais integrais, alho, arroz integral, cará, levedo de cerveja, galinha, banana e atum, por serem ricos em vitamina B6 participam na produção de norepinefrina e serotonina.

Cálcio: É encontrado na dolomita, no cominho e nos vegetais da cor verde escuro como a couve, o espinafre e o agrião. O cálcio age no organismo reduzindo a irritabilidade e o nervosismo, regulariza também a pressão arterial e os batimentos cardíacos.

Magnésio: Contribui para a da produção de energia, para as funções cardíacas, é encontrado no arroz integral, espinafre, aveia, tomate, tofu, caju, salmão e a soja .

Selênio: Peixes, castanha do Pará, amêndoas, nozes, sementes de girassol, trigo integral e atum são indicadas para pessoas depressivas, irritadas e ansiosas, por contribuírem para a melhoria do estado de humor.

Omega 3 Além de auxiliar na redução do colesterol, manter estável a pressão arterial, fortalece o sistema imunológico, auxiliando no combate à depressão, é encontrado nas sementes de linhaça, bacalhau, cavalinha, arenque, sardinha, atum, salmão, truta, e óleos de peixe.

Lecitina de Soja: Ativa a vitalidade de todo o corpo, suavizando a fadiga, é um excelente tônico para o cérebro e aumenta a capacidade de concentração e memória.

Mel: Além dos inúmeros benefícios à saúde como um todo, estimula a produção da serotonina.

Banana: Ajuda a diminuir a ansiedade e a garantir um sono tranqüilo. Ela tem poderes por ser rica, em carboidratos, potássio, magnésio e biotina. A banana também dá maior pique porque possui vitamina B6, que produz energia.

Espinafre: A verdura contém potássio e ácido fólico, que previnem a depressão. Além disso, o espinafre tem magnésio, fosfato e vitaminas A e C do complexo B que ajudam a estabilizar a pressão e garantem o funcionamento do sistema nervoso.

Alface: Ótima para amenizar a irritação, o talo tem lactucina, substância que funciona como calmante.Além disso, é rica em fosfato. A falta desse elemento no organismo causa depressão, confusão mental e cansaço.

Jabuticaba: Rica em carboidratos fornecem energias, atua no combate a anemia por conter ferro, suas vitaminas do complexo B são antidepressivas e a vitamina C age no fortalecimento do organismo.


ESTRESSE



Em decorrência, do ritmo de vida acelerado atualmente somos submetidos a esforço e tensão acima dos limites normais. A doença ocorre quando as situações estressantes são contínuas e o organismo começa a sofrer com reações químicas constantes e sucessivas, sem que haja tempo para o descanso e repouso necessários, para eliminação dessas substâncias prejudiciais ao organismo.
Em função desse quadro, as pessoas são conduzidas a crises emocionais, responsáveis pela implantação do estresse. Podemos citar dentre as inúmeras causas, três que são básicas: a frustração, o medo e o alto nível de exigência que envolve a vida profissional, os negócios, e os estudos. Ocasionando uma inversão de valores do ter pelo ser, isso implica em doenças, mortes e conseqüente perda da qualidade de vida e da felicidade.

O estresse pode tomar diversas formas e contribuir para sintomas de doenças variadas como: dores de cabeça, insônia, resfriados, diarréia, irritabilidade, desânimo, dificuldade de concentração, comer demais ou não comer, mãos e pés frios que transpiram mais que o normal, raiva, tristeza, ficam mais sensíveis a problemas respiratórios, a problemas estomacais, ansiedade, depressão, problemas cardíacos, obesidade ou perda de peso, hipertensão arterial, diabetes, diminui o apetite sexual pela queda do nível de hormônios, provoca dificuldades para engravidar, podendo ainda desencadear distúrbios psíquicos como síndrome de depressão e pânico.


DISTIMIA OU TRANSTORNO DISTÍMICO


O termo distimia tem sua origem na Grécia Antiga faz parte do conceito de melancolia que significa mau humor, atinge hoje no mundo cerca de 180 milhões de pessoas. Manifesta-se na maioria das vezes em jovens abaixo dos 25 anos, em sua maioria solteira, sua incidência é duas vezes maior nas mulheres, mas pode acometer também crianças e adolescentes. Trata-se de uma forma crônica e incapacitante de depressão, provoca alterações do humor e transtorno de personalidade como veremos a seguir, levando o ser humano a uma sensível redução da qualidade de vida, a ausência de tratamento pelo desconhecimento da doença aumenta os riscos de um transtorno depressivo maior. A doença não deve ser subestimada, pois o portador corre um risco 30% maior de desenvolver quadros depressivos graves.

Sintomas: Os distímicos são críticos ao extremo só enxergam o lado negativo das pessoas, das coisas e do mundo, em geral são sarcásticos, rabugentos, exigentes, queixosos e emburrados vivem com fisionomia carrancuda, de constante mau humor são de difícil relacionamento.
Apesar do transtorno conseguem manter um relacionamento social relativamente estável, mas essa estabilidade é relativa. Muitas vezes essas pessoas são conhecidas na convivência do dia a dia, por dar shows de mau humor, falar alto e com agressividade, ofender as pessoas, provocando até medo pelas reações grosseiras.

Está confirmado que essa doença tem sido causa de inúmeras mortes no meio da população, múltiplos fatores contribuem para o aparecimento como: hereditariedade, predisposição, temperamento, forma de viver, convivência familiar entre outros fatores.

A distimia é de difícil constatação para leigos, por se manifestar na adolescência ou no inicio da idade adulta, sendo facilmente confundida com o jeito de ser da pessoa. Em crianças muitas vezes manifesta-se por irritabilidade e mau humor, já em adolescentes observa-se a tendência de viver isolado, são rebeldes, irritadiços, abusam de álcool, cigarro e outras drogas acreditando que esses meios podem acalma-los. Tendem a colocar sempre a culpa dos problemas causados nas outras pessoas, e no geral são de pouca conversa. As pessoas aprendem a viver irritadas acreditam que se trata de um traço de sua personalidade e que os problemas são imutáveis, não costumam procurar ajuda a não ser quando a doença evolui para um quadro depressivo grave.

DEPRESSÃO

Depressão significa tristeza trata-se de alteração marcante no estado emocional e no animo da pessoa, exemplificando de maneira simples podemos entender que, nosso cérebro é formado de células chamadas neurônios que se comunicam através de moléculas chamadas neurotransmissores, os quais não estão funcionando como deveriam, levando a pessoa a distúrbios físicos, emocionais e mentais devido a um estado de profunda tristeza. A depressão acomete pessoas em qualquer faixa etária, porém é duas vezes mais comum nas mulheres e idosos.

Pesquisas revelam que 72% das pessoas com transtorno depressivo demoram em média onze meses para buscar ajuda e apoio profissional, por não acreditarem que dores de cabeça, dor nas costas, distúrbios gastrointestinais e várias outras dores sejam sintomas depressivos, pesquisas médicas mostram que quanto mais tempo demoram em serem tratadas as chances de recuperação total diminuem. Existem ainda as pessoas que são suscetíveis de depressão sazonal ,que entram em crise quando há mudança de tempo.

Sintomas: Os sintomas são variados, chegam a confundir até profissionais de saúde, no entanto alguns são mais evidentes como: falta de energia cansaço exagerado mesmo com pouco esforço físico, tristeza persistente choram por qualquer coisa ou não choram por nada, é uma doença de extremos, provoca ansiedade ou sensação de vazio, sentimento de culpa, inutilidade ou desamparo, perda de interesse pela vida, ou prazeres, insônia, despertar matinal precoce, sonolência excessiva, perda ou excesso de apetite ou peso, idéias de morte ou suicídio, inquietação, irritabilidade, dificuldades para concentrar-se nos estudos e no trabalho, incapacidade de decidir, sintomas físicos persistentes sem diagnóstico, transformam coisas corriqueiras do dia a dia em problemas sérios por nada. Depressão é uma doença de corpo inteiro não só do cérebro, a pessoa se sente pesada, lenta, ou com agitação improdutiva, com dores no corpo, dores de cabeça, fibromialgia, alteração do ritmo intestinal, da digestão, alteração da pele, cabelos, unhas, alterações do sono, baixa a resistência a infecções, aumenta a chance de infarto, derrame e diabetes etc.

Causas da depressão: Predisposição genética, depressões anteriores, personalidade perfeccionista, detalhista, distimia, situações difícies, desgastantes, frustrantes, perda de pessoa querida, de dinheiro, de posição profissional ou social, aposentadoria, gravidez, parto, menopausa, síndrome do pânico, apnéia obstrutiva do sono, dores crônicas, fibromialgia etc.


MUDANÇA DE ESTILO DE VIDA


Pratique exercícios diários ao sol: Caminhadas antes das 10 da manhã ou após as 16 horas, são um ótimo estimulante para a glândula pineal devido aos raios solares que estimulam a produção da melatonina um hormônio que ajuda a tornar o sono mais tranqüilo, aumentando a resistência física e melhorando o humor.

Pratique exercícios de relaxamento: Há muitas modalidades e estilos escolha um que mais se adapte ao seu jeito e pratique, com certeza lhe fará muito bem.

Prática diária da meditação: Esse é um grande remédio buscar intimidade consigo, ou através também da leitura, que certamente irá tranqüilizar e dará novo direcionamento à sua vida.

Beba o mínimo de 2 litros de água diariamente: Evita a desidratação celular que provoca o estresse cerebral.Lembre-se, o corpo humano é composto de água, entre 70 e 75%. Na média, a proporção de água no corpo humano é idêntica a proporção entre terras emersas e águas na superfície do planeta Terra. Estranha coincidência???

Não fume e evite bebida alcoólica: A nicotina em excesso além dos prejuízos cardiovasculares e pulmonares interfere no humor, gerando ansiedade e depressão.Enquanto a bebida num primeiro momento possui o efeito excitante e desinibidor, numa segunda fase principalmente se houver habitualidade ataca o cérebro desencadeando a depressão.

Durma o mínimo de 8 horas diárias: O ideal para dormir é no máximo às 22 horas, o período revigorante do sono ocorre entre as 23 e 3 horas da madrugada, horário máximo para despertar 6 horas da manhã. Após esse horário o sono já se torna depressivo e desvitalizador. Evite dormir durante o dia ou fins de semana esse tipo de sono, ao invés de descansar tem efeito contrário, à noite quanto mais escuro e silencioso o ambiente melhor o sono, ao acordar a claridade é essencial. Tome uma ducha se possível fria e inicie o seu dia, sua disposição será incrível!

Evitar atividades excitantes como: ginástica, esportes, TV, internet, polêmicas, discussões próxima à hora de dormir dê preferência a atividades relaxantes como: música, canto, exercícios de relaxamento. Evite também excesso de informações antes do repouso, tipo Telejornais, jornais caderno de economia e política, radio informativo, internet, que são excitantes causando estresse cerebral e contribuindo para irritabilidade e a agressividade.

Banho morno ou frio pela manhã melhora o despertar devido ao choque térmico, ou banho quente á noite provoca vaso dilatação, ajudando a relaxar e facilitando a conciliação do sono.

Fazer a última refeição às 18 horas evitando alimentos pesados, dar preferência a lanches leves, sopas, massas etc.

Tomar regularmente chás de maracujá, de camomila, erva cidreira, são relaxantes e eliminam a ansiedade, evite o chá mate e o chá preto por conterem cafeína e provocarem o efeito contrário.

Despender tempo com passeios a: jardins, montanhas, rios, região de lagos, praia entre outros. Cultivar relacionamentos familiares e sociais, tirar férias regulares sempre pensando no descanso e relaxamento, alheio a qualquer tipo de preocupação de preferência junto à natureza.


Deve-se evitar alimentos que contenham cafeína.

sábado, 3 de abril de 2010

Mais dois parques na região M'Boi Mirim



Parque M' Boi Mirim

Com atraso de mais de dois anos em suas obras, os moradores da região de M'Boi Mirim ganharão um parque urbano. O espaço de 19 mil m² possuirá guarita, edifício para administração de convivência, deck sobre o lago, quiosque sobre o deck, área de estar com churrasqueira e mesas para jogos e piqueniques. Já para os adeptos de exercício físico serão construídas trilhas ao redor do lago, espaço com equipamentos de ginástica e trilhas naturais.


O Parque M' Boi Mirim está somente com 30% das obras construídas e faz parte da meta 51, da Agenda 2012, que prevê a implantação 50 parques até o final da atual gestão. No final do ano passado, uma van acidentou-se na área onde o mesmo já deveria estar cercado.

Alem deste, outro Parque será construído também na região, trata-se do Pq. Jd. Herculano, na estrada da Riviera.

Juntos, os dois parques somam um investimento de quase 3 milhões de reais.

Parque M' Boi Mirim

Área (m²)

189.785

Endereço

Estrada do M'Boi Mirim, 7.100

Bairro

Jardim Ângela

Subprefeitura

M'Boi Mirim

Bacia Hidrográfica

Guarapiranga

Parque Jardim Herculano

Área (m²)

75.277

Endereço

Rua Anésio Soares Públio; Estrada da Riviera; Rua Padre Mateus de Aguiar; Rua Barão de Comorogi

Bairro

Jardim Ângela

Subprefeitura

M'Boi Mirim

Bacia Hidrográfica

Guarapiranga



Fontes
http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/van-escolar-cai-em-ribanceira-na-zona-sul-20091119.html
http://www9.prefeitura.sp.gov.br/sitesvma/100_parques/regiao/sul/index.php?p=90
http://www9.prefeitura.sp.gov.br/sitesvma/100_parques/regiao/sul/index.php?p=82

Carta Aberta


Caro cidadão,

Nós, catadores e parceiros integrantes do Grupo de Trabalho da Coleta Seletiva Solidária da cidade de São Paulo e apoiadores, abaixo assinados, que lutamos pela construção de uma Política Pública de coleta seletiva inclusiva, que integre os catadores(as) e suas organizações como protagonistas do processo de reciclagem em nossa cidade, queremos informar publicamente a situação de descaso que vem sendo tratados os catadores e a coleta seletiva na cidade de São Paulo, por parte do Governo Municipal.


Exemplo disto é a maneira morosa e desinteressada com que vem sendo encaminhados os processos de utilização dos recursos do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), destinados, desde 2008, pelo Governo Federal à implantação de dez galpões equipados, com a finalidade de fortalecer a coleta seletiva solidária com inclusão dos catadores em nossa cidade.


O uso destes recursos foram exaustivamente discutido entre os representantes dos grupos de catadores e seus parceiros e o poder público ( Prefeitura de São Paulo, Ministério das Cidades, Caixa Econômica Federal e Câmara Municipal ), indicando áreas e constituindo legalmente novas cooperativas de catadores, dentre os grupos que atuam na coleta seletiva, para dar andamento neste processo, assim como os recursos do Crédito de Carbono, pelos mesmos motivos.


Porém, passados vários anos, continuamos sem condições de trabalho, sem estrutura adequada, convivendo com o desperdício de materiais recicláveis, vivendo na informalidade, sem o apoio oficial da Prefeitura, enfim em situação de abandono, motivado pela ineficiência, excesso de burocracia e total falta de vontade política.


Não é possível que o exercício da cidadania aceite a situação calamitosa a que vive hoje a cidade de São Paulo, onde são produzidos diariamente, cerca de 15 mil toneladas de resíduos sólidos e menos de 1% desses são reciclados pelo sistema oficial.


Conclamamos todos a externar sua indignação diante dessa situação, exigindo atuação mais efetiva, mandando e-mails para a Prefeitura e Câmara Municipal, apresentando reclamação no SAC ( sistema de atendimento ao cidadão ), pelo telefone 156 e por outras instancias de participação popular.

Sustentabilidade e cinema caminham juntos!



A frase pode soar estranha, mas o filme “A Era da Estupidez” chega afirmando a preocupação ambiental do século e anuncia, sem pretensões, uma nova era na produção e divulgação da sétima arte. O longa de Franny Armstrong conta a história de um homem que vive sozinho em 2055, na Terra devastada por catástrofes ambientais. O personagem encontra registros de 2008 e se pergunta por que não salvamos o planeta enquanto ainda havia tempo. Ao longo da narrativa, vão surgindo relatos reais de vítimas de tragédias causadas pelas mudanças climáticas decorrentes do aquecimento global, como o tsunami no oceano Índico e o furacão Katrina.

“A Era da Estupidez” serve pra despertar reflexão enquanto ainda há tempo: o que podemos fazer pra que isso não aconteça? No site do filme existem várias respostas e uma delas é o 10:10, projeto pra diminuição de emissão de carbono na atmosfera.

A produção independente tem chamado atenção por onde passa e teve estréia mundial no dia 22/09 - não por acaso o Dia Mundial Sem Carro, com exibição única. Além da pegada ambiental, o que atrai atenções é a nova forma de encarar o cinema. Com verba proveniente de doações, os produtores incentivam o próprio público a divulgar o filme em suas áreas de influência. Qualquer um pode comprar a licença pra exibição, desde multinacionais até escolas de bairro. No Brasil a Osklen saiu na frente e já promoveu uma cabine. O DVD já está em pré-venda na internet, legendado em 31 línguas e cheio de dicas bacanas pra começar a mudar o seu dia-a-dia. Estupidez é não se informar!


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Rodoanel Trecho Sul

Embora só esteja tomando forma agora, o Rodoanel é fruto de uma idéia surgida nos anos 1950, quando a frota automobilística nacional começou a se formar efetivamente e a tomar as vias da cidade de São Paulo. O conceito de anel viário resultou na construção das avenidas marginais dos rios Pinheiros e Tietê, do Minianel viário e do Anel Metropolitano. Devido à saturação das primeiras e da descontinuidade das obras para os anéis, as funções originais acabaram perdidas.

Apenas em 1992 surgiu o projeto embrionário do Rodoanel, em moldes semelhantes ao atual, com a construção do Trecho Oeste iniciada em 1998 e finalizada em 2002. O principal objetivo desse grande anel viário é livrar a cidade do tráfego de passagem, deixando as vias livres para o transporte coletivo e individual.


Com execução iniciada em fins de maio, frentes de obra ainda estão em fase de troca de solo e terraplenagem, como nesse trecho da interligação em Mauá. Equipamentos pesados, como tratores e motoscrapers realizam o carregamento e espalhamento de terra e nivelamento do terreno

Distante entre 20 e 40 km a partir do marco zero da capital, acompanha a mancha urbana e, finalizado, terá 170 km de extensão interligando as seguintes rodovias: Régis Bittencourt, Raposo Tavares, Castello Branco, Anhangüera, Bandeirantes, Fernão Dias, Dutra, Ayrton Senna, Anchieta e Imigrantes. O Trecho Oeste permite acesso às cinco primeiras, além do Trevo Padroeira e da avenida Raimundo Pereira de Magalhães. Passa por São Paulo, Embu, Cotia, Barueri, Carapicuíba, Osasco e Santana do Parnaíba.

Baseado em conceitos modernos, o projeto do Rodoanel Mário Covas visa à segurança, com implantação compulsória de dispositivos e procedimentos operacionais que minimizem conseqüências de acidentes, especialmente com cargas perigosas. Conta com monitoramento em tempo real por câmeras de TV e comunicação com os usuários por meio de painéis de mensagens. Rodovias Classe 0 - de elevado padrão técnico e controle total de acesso - como o Rodoanel apresentam em média índice de acidentes 70% menor em relação à Classe I.

O Trecho Sul, que se conecta ao Oeste na altura da Régis Bittencourt, terá 57 km de extensão, passando por Imigrantes e Anchieta e chegando à avenida Papa João XXIII, em Mauá. Esta, graças a outros 4,4 km de vias e à extensão da Jacu-Pêssego, fará as vezes de Trecho Leste, promovendo conexão também com as rodovias Ayrton Senna e Dutra. Além de Mauá, os municípios de Ribeirão Pires, Santo André, São Bernardo do Campo, Itapecerica da Serra, Embu e São Paulo, em seu extremo sul, serão cortados pelo trecho. No total, serão 61.460,42 m de vias.

Com custo previsto de R$ 3,6 bilhões, sendo R$ 2,58 bi referentes à obra física e o restante a ser destinado a desapropriações, reassentamentos e compensações ambientais, o Trecho Sul foi projetado a partir de uma velocidade diretriz de 100 km/h. A rampa máxima é de 4% e o raio mínimo é de 375 m para as pistas, que, duplas, contarão três e quatro faixas de rolamento por sentido, a depender do trecho.

As faixas terão 3,6 m de largura, faixa de segurança de 1 m, acostamento de 3 m e canteiro central gramado com 11 m de largura. Está prevista a construção de 131 obras-de-arte, entre pontes, viadutos, passagens superiores e inferiores.

Coordenada pela Secretaria de Estado de Transportes, a obra está sob a responsabilidade da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S.A.). Os consórcios construtores dos Lotes 1 a 5, como está dividida a execução, são formados por, respectivamente, Andrade Gutierrez e Galvão Engenharia, Odebrecht e Constran, Queiroz Galvão e CR Almeida, Camargo Corrêa e Serveng Civilsan, OAS e Mendes Júnior.

Prática viabilizada
Devido à magnitude e por atravessar a região de abastecimento de água da RMSP (Região Metropolitana de São Paulo), foram cerca de quatro anos desde o pedido até a emissão da licença que autorizou o início das obras. Nesse período a Dersa buscou adequar as exigências ambientais à viabilidade técnica. Assim, conseguiu, junto ao Consema (Conselho Estadual do Meio Ambiente), que as licenças fossem emitidas por trechos. Nos moldes do Conselho todos os trechos do Rodoanel seriam liberados ao mesmo tempo. No entanto, a validade das licenças é de cinco anos. Maior, portanto, que o prazo de execução da obra.

Adotar a Avaliação Ambiental Estratégica, comum na Europa, possibilitou desmembrar o licenciamento. "Desenvolvemos estudos sinérgicos e cumulativos na área de mananciais, pois o Trecho Sul é o mais complicado", conta o assessor de meio ambiente da obra, o administrador José Fernando Bruno. Tanto que o pagamento aos consórcios só é liberado após aprovação mensal por parte da supervisão ambiental. Por isso, os empreiteiros foram treinados de modo a tomarem conhecimento dos procedimentos necessários. "Caso haja algum problema, devem resolver e arcar com os custos", salienta Bruno.

Dentre os cuidados está o de evitar desmatar mais do que o necessário para a passagem da estrada, mesmo havendo autorização para ocupar uma faixa de 130 m. Serão removidos 212 ha de vegetação, mas o plantio compensatório de árvores nativas atingirá 1.016 ha. Antes de iniciar a supressão vegetal, o Instituto de Botânica levanta as espécies existentes na região que suscitam interesse científico. O mesmo faz o Instituto de Zoologia com relação à fauna.

Os espécimes vegetais são levados para um viveiro existente no próprio canteiro, onde ficam em quarentena, podendo voltar para as laterais da pista na região de onde foram tirados ou serem levados para estudo no Instituto. Já os animais são espantados pelos veterinários no dia anterior ao desmatamento. Caso algum não fuja, é levado para cativeiro, onde é analisado, tratado e posteriormente solto no meio. Embora tenham encontrado um bicho-preguiça com filhotes na região de Parelheiros, "é baixa a incidência de animais, a maioria são cachorros", conta Bruno afirmando que desde o início das obras não houve nenhum acidente.

Com duas tribos indígenas - Krukutu e Barragem - situadas a 8,5 km de distância da pista, foi realizado um inédito estudo etnoecológico para avaliar o impacto da obra na organização e cotidiano dos índios. Mesmo, de acordo com Bruno, não havendo impacto algum, a Dersa optou por desapropriar e doar 100 ha de terras do entorno para cada tribo, resultando em áreas de 125 ha.

O projeto do Trecho Sul do Rodoanel limita a rampa máxima a 4%, com raio mínimo de 375 m. Embora a velocidade diretriz de projeto seja de 100 km/h, a velocidade da via pode ser menor

Desviando de obstáculos
Além das questões técnicas, a definição do traçado considerou aspectos socioambientais, o que aumentou em 4 km a extensão do trecho. Foram considerados, para tanto, o "efeito de borda" e a conectividade e organização social. Ou seja, evitou-se cortar bairros ao meio e impactar maciços ambientais de grande porte em detrimento dos menores.

O segundo ponto explica-se pelo fato de haver uma tendência natural de deterioração de até 100 m de mata a partir do ponto em que passa a estrada. Nesses casos, afirma Bruno, é preferível sacrificar nesgas menores a prejudicar o desenvolvimento das maiores.

O traçado também considerou a expansão da cidade, especialmente na região de mananciais. "O Rodoanel não é barreira para os bairros que existem, mas congela o crescimento", afirma. O motivo é que impossibilita a construção de novas vias e ligações e não conta com nenhum acesso às avenidas e ruas da região. Também promoverá a criação de novos parques e a ampliação e revitalização de áreas de preservação já existentes, além de atuar como barreira à ocupação desordenada e à consecutiva degradação do manancial que abastece a região do ABCD.

A travessia da represa de Guarapiranga ocorrerá num ponto em que a distância entre os lados é de apenas 90 m. No caso da Billings, aproveitará a existência de uma ilha que servirá de apoio para os pilares da ponte de 1.800 m de extensão e 14 m de altura. Diferentemente do projeto-padrão da Dersa que prevê distância entre pilares de 40 m visando o melhor custo-benefício, a ponte contará com vãos de 100 m para minimizar o impacto no fundo da represa, repleto de lodo proveniente do bombeamento do rio Pinheiros.

O risco de contaminação dos mananciais, decorrente de eventuais acidentes com cargas perigosas, foi contornado com a criação de caixas de contenção localizadas em pontos estratégicos. Com capacidade para comportar todo o conteúdo de um caminhão, armazenam líquidos perigosos evitando que atinjam os lagos. "Existem no Trecho Oeste, onde funcionaram muito bem em testes com água", ilustra o assessor. Pequenos vazamentos nos caminhões-tanque podem ser controlados nas baias de transbordo, com capacidade para 5 mil l - a mesma de cada compartimento dos veículos.

Em paralelo, há ganhos ambientais indiretos. "O Rodoanel completo permitirá a redução de 6% da poluição atmosférica da RMSP", afirma Bruno. Apenas o Trecho Sul deve propiciar uma redução de 43% no fluxo de caminhões das marginais do rio Pinheiros e de 37% para a avenida dos Bandeirantes.

Engenharia logística
A princípio o licenciamento ambiental havia sido dividido de acordo com prioridades, sendo A, B e C. Assim, grosso modo, primeiro seriam liberadas frentes de obra em locais onde houvesse baixo impacto ambiental e facilidade de acesso - Prioridade A. Locais com alguma complexidade, mas onde fosse possível avançar sem necessidade de reassentamentos receberam classificação B - trechos esses que tiveram licença emitida em 3 de agosto último. A prioridade C, com expectativa de emissão de licença até fim de outubro, classifica locais que exigem reassentamento.

A impressão de que o meio ambiente é um fator agravante à execução é desmentida pelo gerente da Divisão de Obras da Dersa, o engenheiro Pedro Silva. "É providencial quando uma obra fomenta recursos para o meio ambiente, e isso ocorre desde que haja bom senso e os fins sejam úteis e produtivos", comenta sobre a inevitabilidade da compensação ambiental. "É razoável nos reunirmos com os ambientalistas para saber o que deve ser feito, temos que nos envolver."

Para ele, o custo da obra parada foi maior tanto financeiramente - R$ 2 bilhões/ano - quanto ambientalmente, pois alega que o Rodoanel teria evitado em grande monta a ocupação irregular das regiões de mananciais. Atuaria como uma barreira à ocupação e também, como vem fazendo, promoveria o reassentamento das famílias existentes na região.

O exemplo - ou pelo menos a lição - vem do Trecho Oeste, onde, no campo do meio ambiente, ainda há trabalhos de compensação e, sob o aspecto social, 60% das famílias optaram por ser indenizadas em dinheiro. Isso por não acreditarem à época da construção que as unidades seriam entregues. "Se tudo correr bem no Sul, será mais fácil viabilizar o Leste", aposta Silva.

Com as questões socioambientais encaminhadas, existem ainda os desafios para a engenharia. O mais evidente, pelo menos em termos de prazo, é a ponte de 1.800 m sobre a represa Billings, que representa 60% do contrato do lote. A ser construída em balanços sucessivos e com fundações em estacas pré-moldadas, apresenta ciclos de execução incompatíveis com a velocidade esperada. "Se perdermos prazos em outros trechos, é possível recuperar; na ponte não", alerta Silva. Por isso, à época da apuração, consórcio e Dersa buscavam autorização para implantar um pátio de fabricação de aduelas pré-moldadas e, assim, aumentar a produtividade.

Os trevos de interligação do Rodoanel com Imigrantes e Anchieta também são problemáticos. Ambos em região de serra, com solo ruim e clima desfavorável, exigem movimentação de grandes volumes de terra e esquemas especiais de desvio de tráfego. Além disso, o período de verão que se aproxima incrementará o volume de tráfego, principalmente da Imigrantes.

A escolha pela pavimentação obedece a critérios técnicos de cada região. Como regra, será aplicado pavimento rígido e semi-rígido na extensão da pista, com adoção do flexível nos trevos e na extensão até a avenida Papa João XXIII, em Mauá.

Meio ambiente
Exigências

  • Traçado: discutido entre as áreas de meio ambiente e projetos, equilibra determinações técnicas e cuidados ambientais com a área de mananciais. Como exemplo, dentre dois possíveis traçados para determinado trecho optou-se por aquele próximo à nesga de vegetação menor. Isso porque devido ao "efeito de borda", apenas áreas com mais de 50 ha resistem ao processo de ocupação, enquanto nesgas menores próximas à pista tendem a desaparecer com o tempo
  • Caixas de contenção: localizadas em pontos estratégicos, como áreas de mananciais ou densamente povoadas, evitam que produtos perigosos atinjam o entorno da rodovia no caso de acidentes. Tanto as caixas quanto os pontos de instalação são aprovados pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental)
  • Baias de reposição e transbordo: destinada a drenar vazamentos acidentais em caminhões, têm capacidade para 5 mil l - volume de cada tanque de um caminhão - e possibilitam que o motorista aguarde socorro sem que haja contaminação do entorno
  • Método construtivo: o projeto padrão da Dersa para pontes prevê vãos de 40 m, mas a da travessia da represa Billings terá vãos de 100 m, minimizando o impacto ambiental no fundo da represa
    Benefícios
  • Qualidade do ar: além de afastar os caminhões da mancha urbana, desconcentrando a emissão de carga poluente, também propicia que trafeguem em velocidade constante, otimizando a queima de combustível
  • Recursos hídricos: para reverter a degradação da várzea do Embu-Mirim, nos municípios de Embu das Artes e Itapecerica da Serra, há duas aberturas entre as pistas que impedem o acesso ao rio Embu-Mirim, principal contribuinte da represa de Guarapiranga

    Desvio do tráfego do trevo da Imigrantes

    Peculiaridades de cada lote
    Comentadas pelo gerente da Divisão de Obras da Dersa, o engenheiro Pedro Silva

    Lote 1 (Av. Papa João XXIII até o Trevo da Anchieta): como 80% dos terrenos eram de um único proprietário e tinham prioridade A de licenciamento ambiental, está adiantado em relação aos demais. Por estar em região de represa, em seus 12.460 m de extensão há 21 obras-de-arte a fim de evitar aterros e, conseqüentemente, carreamento de material. Também é o trecho onde está a ligação de 4,4 km com a avenida Papa João XXIII.

    Lote 2 (Trevo da Anchieta até início do Trevo da Imigrantes): concentra o maior desafio operacional do projeto, o trevo da Anchieta. Boa parte dos 9,7 milhões de m3 a serem escavados está em região de fundo de vale, limitando os trabalhos aos seis meses secos do ano - um total de 18 meses até a entrega. "Quando chove demora muito para que o material possa ser trabalhado", comenta Silva. Apesar de curto, são 6,9 km de extensão, tem acesso e logística complicados, além de um grande número de interferências com concessionárias.

    Lote 3 (Trevo da Imigrantes até término da ponte sobre a Billings): o mais curto, mas mais complicado tecnicamente. Dos 5,76 km, 1,8 km são representados pela ponte que atravessa a represa Billings, o gargalo da execução em termos de prazo. Além disso, enfrenta problemas semelhantes - embora em menor escala - ao Lote 2 por abrigar o trevo de interligação com a Imigrantes.

    Lote 4 (Término da ponte da Billings até término da ponte da Guarapiranga): apresenta volume de movimentação de terra semelhante ao Lote 2, "mas distribuídos em 17.761,75 m de extensão". Diferencia-se por atravessar quatro unidades de conservação, com intervenção muito mais complexa ambientalmente. Também conta com uma ponte de 700 m cruzando a Billings. "Por ser mais curta, o problema também é menor", pondera Silva.

    Lote 5 (Término da ponte da Guarapiranga até trevo da Régis Bittencourt): com 18.580 m, é o mais extenso e acumula a função de proteger a várzea do Embu-Mirim, que alimenta a represa de Guarapiranga. O faz com a criação, por meio de abertura entre as pistas, de dois parques. Ao isolar essas áreas, evita a ocupação e a degradação ambiental. A conexão com a Régis Bittencourt e com o Trecho Oeste será "tranqüila, pois já está preparada".